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COE/ITAÚ REJEITA PROGRAMA DE REABILITAÇÃO PROPOSTO PELO BANCO
 
Movimento sindical quer discutir alternativa efetiva no combate ao adoecimento
 
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A Comissão de Organização dos Empregados do Itaú esteve reunida nesta terça-feira (14) para avaliação do programa de readaptação ao trabalho apresentado pelo Banco. O representante da Fetrafi-RS na ocasião foi o diretor do SindBancários, Eduardo Munhoz (Dudu). O dirigente sindical relatou um parecer do Departamento de Saúde do Sindicato sobre o programa, juntamente com o assessor Jurídico, Antônio Vicente Martins.


De acordo com o sindicalista, o Itaú afirma que o programa tem o objetivo de instrumentalizar o gestor diante da situação de adoecimento no trabalho, procurando adequar as tarefas e condições de trabalho dos colaboradores, de acordo com seus problemas de saúde, facilitando o acolhimento e a reinserção do trabalhador afastado no ambiente de trabalho.Segundo Eduardo, o Banco apresenta um fluxograma, que deve ser observado para o estabelecer um plano de readaptação elaborado por um médico do trabalho de forma remota aos trabalhadores não lotados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sendo que este plano tem a duração de seis meses e ao final, o trabalhador receberá alta do programa.

"Não se deve confundir o plano de readaptação com o plano de reabilitação.O plano de readaptação não trata de examinar eliminação de elementos causadores do adoecimento dos trabalhadores quando os diagnósticos reincidentes. Também não tem qualquer previsão de notificação aos sindicatos da ocorrência destas readaptações”, avalia o dirigente sindical.

Para Eduardo, o Banco deveria garantir no fluxograma apresentado, a notificação das entidades sindicais e o acompanhamento da execução dos referidos planos."Não pode haver Plano de Readaptação de forma remota, sem a consulta presencial do trabalhador interessado.Dentro do Plano de Readaptação há Orientação aos Gestores, nas quais ficam evidente o interesse do Itaú de abrir um espaço nos encontros dos gestores para discussão voltada à importância da situação de adoecimento no trabalho, não especificando a pretensão de melhorar o ambiente de trabalho com a diminuição do adoecimento”, afirma Eduardo.

O sindicalista observa que não há qualquer indicação de preocupação da parte do Banco em diminuir os índices de adoecimento ou analisar as causas das doenças que afastam os empregados de suas atividades. "No final do documento o Banco apresenta uma proposta de implantação de convênio com o INSS para a implantação do Programa de Reabilitação. Nesta parte do documento, o Banco é claro na fixação de seus:obtenção do certificado de reabilitação profissional para o colaborador elegível. Quando emitido o certificado pode ser utilizado para compor a cota de deficientes da empresa. Não é a reabilitação efetiva do trabalhador que interessa ao Itaú, mas a utilização do bancário adoecido como cota de deficientes da empresa”, destaca.

O dirigente do SindBancários salienta que programa é inaceitável por não tratar da efetiva recuperação dos trabalhadores e a eliminação das condições de trabalho que causam o adoecimento. "Esta preocupação não pode ser retórica, mas deve ser efetiva e a participação das representações sindicais neste sentido é fundamental”, ressalta.

Propostas e encaminhamentos da COE/Itaú:

– O Banco deve aceitar que o trabalhador integrado ao programa tenha 36 meses de estabilidade.

– As entidades sindicais poderão enviar sugestões à COE para elaboração de uma carta, que será enviada ao Itaú, rejeitando a atual proposta de programa com base nas análises negativas do movimento sindical. O objetivo é buscar um canal de diálogo para construir uma alternativa, com a participação da representação dos trabalhadores.

 *Comunicação/Fetrafi-RS

 

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