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FINANCIAMENTO DE CARROS DO BB DEVE SUBIR 21% APÓS NEGÓCIO COM VOTORANTIM

Com o acordo que definiu a compra de parte do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estima que o financiamento à pessoa física para a compra de carros deve crescer 21%. Segundo o ministro, a operação também teve como objetivo fortalecer o crédito ao consumidor.

Mantega afirmou ainda que a compra permitirá que Banco do Brasil tenha uma dinâmica de negócios equilibrada, já que, como instituição pública, o BB encontra restrições em sua atuação. Elas, então, serão compensadas pelo controle de parte do banco privado.

Durante a coletiva, concedida nesta sexta-feira, dia 9, o ministro afirmou também que hoje já um desafio de se reduzir a taxa de juros, ou seja, o custo financeiro no mercado. O ministro avaliou que o negócio entre as instituições é um passo importante no fortalecimento do banco federal e que vai ajudar no processo de redução dos custos financeiros.

A transação entre o BB e o Banco Votorantim vai sair por R$ 4,2 bilhões, sendo R$ 3 bilhões na aquisição de cerca de 33 bilhões de ações ordinárias da instituição e R$ 1,2 bilhão na compra de aproximadamente de 7 bilhões de ações preferenciais. Pela parceria, o BB terá 49,99% do capital votante e 50% do capital social da instituição privada. Isso faz com que o controle do Votorantim continue sob poder do empresário Antônio Ermírio de Moraes.

O Banco Central e outras entidades financeiras do país ainda precisam autorizar a compra. Segundo o fato relevante divulgado pela assessoria do BB, "a operação insere-se em seu esforço de fortalecer sua atuação no financiamento a veículos, mercado em que o Banco Votorantim atua com destacada especialização e rápido crescimento".

Com a união entre o Unibanco e o Itaú, em novembro, o BB deixou de ser o maior banco do país. Com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a instituição estatal decidiu retomar a primeira posição. Nos últimos meses, o BB adquiriu a Nossa Caixa, de São Paulo, e o Banco do Estado do Piauí. Além disso, negocia ainda a compra do BRB (Banco Regional de Brasília).

Segundo o ministro Guido Mantega, é importante essa parceria entre instituições brasileiras "porque fomenta a competição no mercado financeiro, fazendo com que o BB seja o segundo em ativos no Brasil", afirmou.

Fonte: Folha Online

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