Notícias

SECRETÁRIO DE YEDA PEDE DEMISSÃO E OUTRO É INDICIADO PELA POLÍCIA FEDERAL

 

O secretário da Transparência e Probidade Administrativa do Rio Grande do Sul, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, pediu demissão nesta quinta-feira, dia 9.

Brenner, ex-secretário do Meio Ambiente e membro do Ministério Público gaúcho, é o segundo titular da pasta, criada pela governadora Yeda Crusius (PSDB) em julho do ano passado, em meio às denúncias de corrupção no governo estadual.

Na última sexta-feira, Brenner sugeriu o afastamento da assessora direta de Yeda, Walna Vilarins Menezes, e a abertura de uma sindicância contra a funcionária, suspeita de envolvimento num esquema de fraude em obras públicas. Brenner analisava o caso desde maio.

Anteontem, porém, o governo estadual descartou a abertura do procedimento administrativo contra Walna por causa de uma certidão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O documento afirma que, diante dos "frágeis elementos colhidos", o TRF pediu o encerramento das investigações contra a assessora de Yeda.

Em nota, Brenner afirmou que sai com "a consciência do dever cumprido" e que leva "as melhores lembranças" do período em que permaneceu no cargo. Em nenhum momento da nota o ex-secretário fez referências ao caso de Walna.

Brenner deixa a secretaria sem ter colocado no ar o Portal da Transparência do Rio Grande do Sul, que iria divulgar de onde vem e para onde vai o dinheiro arrecadado pelo Estado.

A secretaria, que tem o papel de prevenir irregularidades e acompanhar a gestão dos recursos estaduais, será assumida interinamente pelo chefe adjunto da Casa Civil, Francisco de Assis Cardoso Luçardo.

Procurado pela reportagem, o governo estadual não se manifestou sobre a demissão de Brenner. Walna não foi localizada para comentar.

Indiciamento

A Polícia Federal anunciou que o secretário da Irrigação do Rio Grande do Sul, Rogério Porto, foi indiciado por tentativa de fraude em licitações, formação de quadrilha e advocacia administrativa (patrocínio de interesses privados).

Segundo a PF, há provas de que as licitações das barragens de Jaguari e Taquarembó, nas quais a Secretaria da Irrigação estava envolvida, favoreceram duas empresas de engenharia.
O secretário negou as acusações e disse que as empresas supostamente favorecidas não foram aprovadas no processo licitatório.

Hoje, deputados do PT, do PDT e do PSB devem protocolar, na Secretaria da Transparência, o pedido de afastamento de Porto e do secretário da Habitação, Marco Alba, também investigado pela PF. Porto disse que continuará no cargo.

Fonte: Agência Folha, por Estelita Hass Carazzai

Veja outras notícias

Advogada alerta para regras de transição

Após a Reforma da Previdenciária de 2019, que à época retirou direitos fundamentais de mais de 100 milhões de brasileiros(as, quem já estava no mercado de trabalho e perto de se aposentar pode utilizar uma das quatro Regras de Transição para se aposentar, como explica...

Funcef ataca democracia ao descumprir edital de eleição

Decisão temerária e sem transparência para reabrir inscrições de candidatos macula o processo A Fundação dos Economiários Federais (Funcef), que administra os fundos de previdência das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, sem apresentar qualquer...

COE Santander conquista avanços para os Gerentes Empresas

Processo de negociação sobre Multicanalidade Santander ainda vai continuar para beneficiar todos os trabalhadores da rede de agências A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander saiu da reunião com a direção do banco, nesta quinta-feira (22), com...